Harpas envenenadas…trombetas distorcidas

8 07 2010

christian music

No Brasil, o mercado musical ainda faz uma estranha distinção entre o cristão (não somente o evangélico) e o secular. O primeiro é vendido em estabelecimentos distintos, para um público distinto e privativo e com veículos de divulgação próprios. É um universo paralelo, onde a música chamada “gospel” tenta “emular” os ritmos e estéticas mundanas mas conserva o receio de se “misturar” a elas, ser ouvida pelas mesmas pessoas e por meio dos mesmos canais de recepção. Tudo para dar a falsa sensação de que seu público não perde nada, embora esteja visivelmente restrito. Para quem acha que música cristã é o só Aline Barros ou Irmão Lázaro, temos aqui algumas bandas que vão desafiar o seu preconceito. O espiritual visto mais sob o ponto de vista de uma temática criativa e menos como um segmento fonográfico. Provando que é possível falar de Deus ou tratar temas espirituais cristãos sem se apegar aos formalismos de uma estética quadrada, padronizada e simplória… Leia o resto deste post »





The Alchemy Index: o pós-post-hardcore

17 01 2008

 

2007 cedeu lugar a 2008. Confesso que andava meio cabisbaixo, fitando desoladamente a tela fria do computador. Bom seria começar o ano escrevendo sobre algo bom. Os últimos posts foram de um pessimismo tão convicto que o que eu mais precisava agora era de um texto leve e interessante que falasse sobre algo bom. Música é a primeira coisa que me vem a cabeça. Daí a minha pontada de desânimo. Há muito parece que falta algo ao cenário musical contemporâneo. Essa onda retrô pós-punk e esse “flerte fatal” com a música eletrônica, a “new rave”, tudo isso de longe soa genial mas, por um motivo ou por outro, não funciona na prática. Certamente, essa é uma forma muito pessoal de ver as coisas. Mas a internet democratizou muita coisa, destruiu mitos e gravadoras. Agora, aqueles jovens que gravam, produzem e divulgam material sem sair de seus home studios estão ocupados demais tentando recriar a sonoridade dos anos 80 e dominar o mundo. É um ambiente muito pretensioso e predatório. Vejam por exemplo o que aconteceu com a penúltima grande revelação do rock mundial dos últimos tempos? (Você ainda lembra qual foi?) As bandas tem vida útil muito curta. Passando a limpo os lançamentos deste último ano, a sensação predominante é a indiferença. Poucas coisas são de fato ruins, mas pouquíssimas são mais que regulares.

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O post-hardcore em 5 discos

6 08 2007

 

Hot Water Music

O Post-Hardcore é basicamente uma releitura do punk hardcore surgida no final dos anos 1980, mas que só foi popularizada na década seguinte. O principal celeiro dessa estilo emergente foi a cena de Washington D.C. com bandas como o Fugazi e o Rites of Spring. Esta denominação musical busca unir a agressividade e a força do hardcore com dissonâncias e melodias mais apuradas. O que começou nas décadas passadas como experimentação hoje contamina as rádios e música pop do mundo, inclusive na forma do tão criticado emocore. Apesar de recente, esta vertente já tem seus medalhões e clássicos. Nas linhas abaixo pretendo “rankear” uma lista pessoal dos trabalhos mais relevantes e influentes desta frente musical.

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