De olhos bem abertos…

26 03 2008

 

Rafinha, o vencedor da oitava edição do Big Brother Brazil, também é músico. Ele tem uma banda de pop punk em Campinas (ou “emo” para aqueles que preferem) e seus companheiros de grupo já aproveitam para começar a agendar apresentações em programas de TV e outras aparições públicas. O sucesso é o objetivo e ele vem na esteira da grande popularidade do membro mais famoso. O mais curioso disso tudo é que os caras tem em seu repertório apenas uma canção registrada. A despeito desse pequeno “percalço”, os membros não confinados já revelaram ao G1, da Globo, a vontade de começar a divulgar seu trabalho(?). Eles tem até produtor que, convenhamos, não deve ter muito serviço até agora.

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Com os dois pés no futuro

13 03 2008

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 O Supercombo (ex-Alexkid Music) está finalizando a produção de seu tão aguardado disco de estréia. As faixas já foram gravadas, mixadas e masterizadas. Cinco delas, inclusive, já podem ser ouvidas e baixadas no MySpace da banda. “Festa?” será provavelmente o título do debut, que teve mixagem e masterização assinadas pelo engenheiro de som britânico, Barry Sage. Só para ter uma idéia, Sage tem em seu currículo nomes como Rolling Stones, Prince e Iron Maiden. O engenheiro tem na bagagem uma experiência de 30 anos, entre a indústria fonográfica e produções para cinema e TV.

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The Alchemy Index: o pós-post-hardcore

17 01 2008

 

2007 cedeu lugar a 2008. Confesso que andava meio cabisbaixo, fitando desoladamente a tela fria do computador. Bom seria começar o ano escrevendo sobre algo bom. Os últimos posts foram de um pessimismo tão convicto que o que eu mais precisava agora era de um texto leve e interessante que falasse sobre algo bom. Música é a primeira coisa que me vem a cabeça. Daí a minha pontada de desânimo. Há muito parece que falta algo ao cenário musical contemporâneo. Essa onda retrô pós-punk e esse “flerte fatal” com a música eletrônica, a “new rave”, tudo isso de longe soa genial mas, por um motivo ou por outro, não funciona na prática. Certamente, essa é uma forma muito pessoal de ver as coisas. Mas a internet democratizou muita coisa, destruiu mitos e gravadoras. Agora, aqueles jovens que gravam, produzem e divulgam material sem sair de seus home studios estão ocupados demais tentando recriar a sonoridade dos anos 80 e dominar o mundo. É um ambiente muito pretensioso e predatório. Vejam por exemplo o que aconteceu com a penúltima grande revelação do rock mundial dos últimos tempos? (Você ainda lembra qual foi?) As bandas tem vida útil muito curta. Passando a limpo os lançamentos deste último ano, a sensação predominante é a indiferença. Poucas coisas são de fato ruins, mas pouquíssimas são mais que regulares.

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