Barbárie e vandalismo no Egito

16 02 2011

O ser humano manchou sua história com um rastro de sangue e destruição. Foi assim, pela violência, que foram estabelecidas – direta ou indiretamente – todas as relações de poder. Fiquei completamente consternado diante da violência praticada pelos cidadãos egípcios contra a jornalista da CBS americana, Lara Logan. É o tipo de acontecimento que força a nossa consciência, faz com que exercitemos um sentimento importante, por vezes raro: a compaixão. Quem, seja filho, noivo, pai ou marido, não é capaz de se compadecer diante de tamanha covardia e brutalidade contra a mulher. Não só contra a mulher mas, de forma geral, contra pessoas fragilizadas e impotentes diante de uma horda acéfala, anônima e sem o menor vestígio de qualquer escrúpulo que possa diferenciar o homem de um demônio medieval. Não há que se culpar o povo egípcio em especial. É assustador que, em praça pública e num universo de centenas de pessoas, a intervenção tenha sido tão burocrática, morosa. Mas se fizermos um giro, uma pesquisa ao longo da história, vemos que a barbárie não é exclusividade de povos à periferia dos valores judaico-cristãos. Muito pelo contrário, as maiores atrocidades humanas foram – e são – cometidas pela elite eurocêntrica do mundo.

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O Tibete pede ajuda

16 04 2008

Foto: Efe

Ao menos para uma coisa serviu ter a China como sede dos próximos jogos olímpicos. Após muito tempo, os olhos do mundo se voltam novamente para o Tibete. O país vive, há mais de meio século, um processo de destruição e empobrecimento cultural, social, religioso e ambiental sob o domínio da República Popular da China. Em seu site a Revista Rolling Stone Brasil publicou uma extensa reportagem sobre o tema, recomendável para quem deseja entender um pouco mais sobre a problemática envolvendo os  monges budistas do Tibete e a dominação chinesa na região

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O Caminho do Meio

16 04 2008

O 14º Dalai Lama Tibetano, em exílio na Índia desde a década de 1950, recentemente tem adotado uma política mais resignada em relação à dominação chinesa na região. O chamado “Caminho do Meio” é uma postura mais branda do líder espiritual tibetano em relação aos anseios de seu povo por liberdade. Ele renuncia ao desejo por independência política do Tibete e passa a reivindicar unicamente uma maior autonomia e liberdade religiosa para a região, hoje tratada como uma província chinesa.

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