Barbárie e vandalismo no Egito

16 02 2011

O ser humano manchou sua história com um rastro de sangue e destruição. Foi assim, pela violência, que foram estabelecidas – direta ou indiretamente – todas as relações de poder. Fiquei completamente consternado diante da violência praticada pelos cidadãos egípcios contra a jornalista da CBS americana, Lara Logan. É o tipo de acontecimento que força a nossa consciência, faz com que exercitemos um sentimento importante, por vezes raro: a compaixão. Quem, seja filho, noivo, pai ou marido, não é capaz de se compadecer diante de tamanha covardia e brutalidade contra a mulher. Não só contra a mulher mas, de forma geral, contra pessoas fragilizadas e impotentes diante de uma horda acéfala, anônima e sem o menor vestígio de qualquer escrúpulo que possa diferenciar o homem de um demônio medieval. Não há que se culpar o povo egípcio em especial. É assustador que, em praça pública e num universo de centenas de pessoas, a intervenção tenha sido tão burocrática, morosa. Mas se fizermos um giro, uma pesquisa ao longo da história, vemos que a barbárie não é exclusividade de povos à periferia dos valores judaico-cristãos. Muito pelo contrário, as maiores atrocidades humanas foram – e são – cometidas pela elite eurocêntrica do mundo.

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Financiando o terrorismo

31 07 2007

Desde o primário, fui instruído a respeito da importância do estudo de história. Observar os passos – e os erros – do passado é altamente estratégico para planejarmos os caminhos futuros. Quem parece não ter entendido muito bem a lição mais uma vez é o governo Bush. A despeito de antigas experiências mal sucedidas de financiamento militar no Oriente Médio, os Estados Unidos planejam gastar milhões de dólares em fornecimento de armas para Israel e meia dúzia de aliados potenciais na luta contra o terrorismo na região. Nas palavras da própria secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, a iniciativa visa contrabalancear as “influências negativas”de países e grupos radicais islâmicos. É um recado claro aos governos da Síria e do Irã, bem como ao Hezzbollah e ao Al-Qaeda. No entanto, é grande o receio que o tiro acabe “saindo pela culatra” mais uma vez.

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