
Cerca de três meses nos separam da última atualização. Uma mudança, vários problemas e muitas decepções marcaram esse hiato criativo em meus escritos. É certo que esse domínio nunca foi – talvez, nunca será – o destino daqueles que buscam fragmentos otimistas a respeito dos prazeres mesquinhos que marcam nossa vida na Matrix (referência à película hollywoodiana dos irmãos Wachowski, estrelada por Keanu Reeves, a partir de 1999). O fato é que todos os ranzinzas, mesmo aqueles que fazem da amargura uma prática quase esportiva, necessitam de férias. Esse tempo foi muito salutar para mim. Só que, mais uma vez, os acontecimentos capitaneados pelos atores políticos do nosso Congresso Nacional agravaram a minha náusea característica. Antes que eu comece a resmungar pela casa ou responder ironicamente aos votos do Natal que se anuncia, usarei esse espaço para regurgitar algumas palavras de desânimo.

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