O amor morreu. As relações humanas contemporâneas se apressam em transformar o que era sentimento em contrato social, com cláusulas muito bem definidas. Parafraseando Tom Zé, eu me pergunto aonde foi aquilo que nos inspiravam os poetas? Qual será o conceito definitivo por trás do sentimento de Éros? “Será aquele da novela das sete, ou será o da novela das oito?”. A dúvida cruel já não faz mais sentido. Nosso modo de vida hedonista nos oferece o individualismo como uma alternativa bastante viável. O egoísmo implodiu o amor.

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