O amor é uma campanha publicitária

12 03 2008

 

O amor morreu. As relações humanas contemporâneas se apressam em transformar o que era sentimento em contrato social, com cláusulas muito bem definidas. Parafraseando Tom Zé, eu me pergunto aonde foi aquilo que nos inspiravam os poetas? Qual será o conceito definitivo por trás do sentimento de Éros? “Será aquele da novela das sete, ou será o da novela das oito?”. A dúvida cruel já não faz mais sentido. Nosso modo de vida hedonista nos oferece o individualismo como uma alternativa bastante viável. O egoísmo implodiu o amor.

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Por que as pessoas mentem?

3 08 2007

 

Estou cansado de mentiras. Estou exausto por, não raramente, abrir portas e me surpreender com o que tem por de atrás delas. Não que ninguém nunca tenha me dito que o mundo seria assim. Durante toda minha vida, preferi acreditar nas pessoas sem qualquer ressalva. O que será de nós quando não pudermos mais acreditar em ninguém? Seremos amargos, cansados e céticos. Manteremos nosso coração devidamente lacrado, por simples medo de injuriá-lo. Ora, caro colega! Um coração lacrado é pá furada. Viver – e sentir – consiste basicamente em se aventurar pelas águas turvas do desconhecido, ou na alma turva dos desconhecidos. Mesmo sabendo disso, confesso que por vezes me flagro em desânimo.

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