Ri agora, chora depois…

7 09 2010

Há algum tempo eu evito escrever sobre política. Estou ficando velho e isso é irreversível. Tenho vontade de escrever coisas sobre a minha casa, as tantas tarefas impossíveis e comandos contraditórios que minha noiva me pede a cada cinco minutos, escreveria sobre meu cachorro se eu tivesse um. Depois de cada história eu tentaria encaixar um conceito valioso sobre a vida e o cotidiano. Assim como os velhos fazem, achando que eu realmente tenho algo de muito significativo para registrar para a posteridade. Ninguém prestaria muita atenção mas eu poderia me sentir mais confortável…confortably numb.

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Voa canarinho…voa de volta pra casa!

2 07 2010

Eu me pergunto durante quanto tempo do dia 02 de julho de 2010 será lembrado como o dia em que a nossa seleção foi eliminada da Copa do Mundo da África do Sul. Rapidamente, a rotina nos traz de volta aos nossos afazeres, preocupações e objetivos costumeiros. Antes de voltarmos nossas expectativas para a próxima copa…antes que a eliminação brasileira de hoje se torne apenas uma lembrança – incômoda, mas vaga – e esse post perca totalmente sua razão de existir, é preciso fazer justiça quanto as diferenças marcantes entre as duas últimas eliminações brasileiras em mundiais.

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Eu também quero ver!!!

17 04 2008

Tentar traçar uma radiografia de um país tão complexo como o Brasil num filme de 85 minutos é uma idéia no mínimo pretenciosa, no máximo estúpida. O filme do jovem diretor nova-iorquino Jason Kohn sobre as relações entre corrupção, pobreza e violência no Brasil, “Manda Bala”, já criou tanta polêmica que teve sua exibição proibida nas salas de cinema nacionais. Apesar de faturar prêmios internacionais e obter uma boa visibilidade em nível mundial, o documentário não pode ser axibido aqui em virtude de um processo judicial por parte de um dos entrevistados. Tudo bem que, segundo a crítica especializada, “Manda Bala” incorre numa série de falhas éticas e simplismos descontextualizados. Mas se o mundo inteiro está assistindo e premiando um documentário que um norte-americano faz sobre o Brasil, por que nós não podemos? Só para contabilizar, o filme faturou os prêmios de melhor documentário e fotografia no Sundance 2007 e melhor direção, filme e fotografia do Cinema Eye Festival, em março de 2008. Se um dia algum “gringo” vier te perguntar sobre o filme, você vai ter que dizer que não assistiu porque não passou por aqui. Constrangedor, não é? Vão achar que a capital do Brasil é Caracas, ao invés da já tradicional Buenos Aires.

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