
O ser humano manchou sua história com um rastro de sangue e destruição. Foi assim, pela violência, que foram estabelecidas – direta ou indiretamente – todas as relações de poder. Fiquei completamente consternado diante da violência praticada pelos cidadãos egípcios contra a jornalista da CBS americana, Lara Logan. É o tipo de acontecimento que força a nossa consciência, faz com que exercitemos um sentimento importante, por vezes raro: a compaixão. Quem, seja filho, noivo, pai ou marido, não é capaz de se compadecer diante de tamanha covardia e brutalidade contra a mulher. Não só contra a mulher mas, de forma geral, contra pessoas fragilizadas e impotentes diante de uma horda acéfala, anônima e sem o menor vestígio de qualquer escrúpulo que possa diferenciar o homem de um demônio medieval. Não há que se culpar o povo egípcio em especial. É assustador que, em praça pública e num universo de centenas de pessoas, a intervenção tenha sido tão burocrática, morosa. Mas se fizermos um giro, uma pesquisa ao longo da história, vemos que a barbárie não é exclusividade de povos à periferia dos valores judaico-cristãos. Muito pelo contrário, as maiores atrocidades humanas foram – e são – cometidas pela elite eurocêntrica do mundo.

“À todos que me seguem (sic), principalmente aqueles que votaram em mim, gostaria de esclarecer algumas coisas. Em primeiro lugar, ontem, não deixei de trabalhar como foi noticiado por umjornal carioca.”
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