O Caminho do Meio
16 04 2008
O 14º Dalai Lama Tibetano, em exílio na Índia desde a década de 1950, recentemente tem adotado uma política mais resignada em relação à dominação chinesa na região. O chamado “Caminho do Meio” é uma postura mais branda do líder espiritual tibetano em relação aos anseios de seu povo por liberdade. Ele renuncia ao desejo por independência política do Tibete e passa a reivindicar unicamente uma maior autonomia e liberdade religiosa para a região, hoje tratada como uma província chinesa.
Para muitos ativistas esse discurso é um retrocesso numa luta de mais de 45 anos. Existe uma comunidade de exilados e entidades como o grupo ativista Free Tibet frustrada mediante ao pacifismo defendido pelo seu Deus-líder. Para eles é impensável aceitar qualquer coisa além da independência do país como o único caminho para se evitar o fim de uma cultura e a forma bárbara com que a China pratica a mais de cinco décadas um verdadeiro etnocídio.
Rumores apontam que Tenzin Gyatso teria ameaçado renunciar ao posto de líder político do Tibete, caso não cessassem os conflitos. Ele passaria, então, a ser exclusivamente um líder espiritual para o Povo Tibetano.
[...] sobretudo os mais jovens que começam a questionar a política de não agressão e o chamado “Caminho do Meio” proposto pelo Dalai Lama diretamente do seu governo no [...]