Chineses ameaçam boicotar empresas francesas no país

16 04 2008

Após os protestos e os boicotes durante a passagem da tocha olímpica por Paris, os internautas chineses passaram a ameaçar um boicote generalizado à rede francesa Carrefour. O boicote tem dia marcado: segundo mensagens publicadas em fóruns de discussão na internet a retaliação econômica teria início no dia 8 de Janeiro.

Muitos sites chineses lançaram enquetes e fóruns sobre o tema e o boicote recebeu apoio maciço dos usuários. O site de buscas Baidu, o mais popular da China, registrou um apoio de 170 mil usuário à medida e o canal econômico e financeiro do Netease.com realizou uma enquete em que 95,4% de um total de 43.880 apoiram o boicote a rede francesa de supermercados.

Resultado, a empresa, que passou a investir pesado no mercado chinês apartir de 2003 e não quer perder dinheiro, procura um tom conciliador e o governo chinês aproveita para aplicar lições de moral. A porta-voz do Ministério de Relações Exteriores chinês, Jiang Yu, afirmou em tom de repreensão que os franceses devem refletir sobre a rejeição chinesa aos protestos ocorridos em Paris. Se fosse na República Democrática Chinesa eles já estariam “baixando o cacete” nos responsáveis, não é mesmo Jiang Yo? Que inoperância é essa da Polícia Francesa?

Não sei o que é maior nesse caso o medo que o resto do mundo tem da economia gigante da china ou a megalomania com que os chineses tratam a questão.  É tipo:”quem são eles para questionar  nossos métodos, somos a maior economia do mundo”. O fato é que, num regime esquisofrênico como é a política chinesa, o governo tem um controle total sobre a forma com que as notícias são dadas e um relativo domínio sobre a forma com que as pessoas absorvem essas mensagens. Sendo assim, não é de se espantar se nessa idéia estúpida de boicote em massa tenha muito mais do Partido Comunista do que possa parecer a princípio, falando-se de uma manifestação via internet.


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Uma resposta

16 04 2008
O Tibete pede ajuda « [MONO]cromático

[...] Chinês anexou o território tebetano como província em 1950 e o que se viu a partir daí (ou melhor não se viu porque, muitas vezes, simplesmente não convem) foi uma rotina de torturas e violências étnicas de toda ordem. Atualmente, uma política [...]

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