Eu também quero ver!!!

17 04 2008

Tentar traçar uma radiografia de um país tão complexo como o Brasil num filme de 85 minutos é uma idéia no mínimo pretenciosa, no máximo estúpida. O filme do jovem diretor nova-iorquino Jason Kohn sobre as relações entre corrupção, pobreza e violência no Brasil, “Manda Bala”, já criou tanta polêmica que teve sua exibição proibida nas salas de cinema nacionais. Apesar de faturar prêmios internacionais e obter uma boa visibilidade em nível mundial, o documentário não pode ser axibido aqui em virtude de um processo judicial por parte de um dos entrevistados. Tudo bem que, segundo a crítica especializada, “Manda Bala” incorre numa série de falhas éticas e simplismos descontextualizados. Mas se o mundo inteiro está assistindo e premiando um documentário que um norte-americano faz sobre o Brasil, por que nós não podemos? Só para contabilizar, o filme faturou os prêmios de melhor documentário e fotografia no Sundance 2007 e melhor direção, filme e fotografia do Cinema Eye Festival, em março de 2008. Se um dia algum “gringo” vier te perguntar sobre o filme, você vai ter que dizer que não assistiu porque não passou por aqui. Constrangedor, não é? Vão achar que a capital do Brasil é Caracas, ao invés da já tradicional Buenos Aires.

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O Tibete pede ajuda

16 04 2008

Foto: Efe

Ao menos para uma coisa serviu ter a China como sede dos próximos jogos olímpicos. Após muito tempo, os olhos do mundo se voltam novamente para o Tibete. O país vive, há mais de meio século, um processo de destruição e empobrecimento cultural, social, religioso e ambiental sob o domínio da República Popular da China. Em seu site a Revista Rolling Stone Brasil publicou uma extensa reportagem sobre o tema, recomendável para quem deseja entender um pouco mais sobre a problemática envolvendo os  monges budistas do Tibete e a dominação chinesa na região

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O Caminho do Meio

16 04 2008

O 14º Dalai Lama Tibetano, em exílio na Índia desde a década de 1950, recentemente tem adotado uma política mais resignada em relação à dominação chinesa na região. O chamado “Caminho do Meio” é uma postura mais branda do líder espiritual tibetano em relação aos anseios de seu povo por liberdade. Ele renuncia ao desejo por independência política do Tibete e passa a reivindicar unicamente uma maior autonomia e liberdade religiosa para a região, hoje tratada como uma província chinesa.

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